Faleceu no incio da tarde o humorista Chico Anysio aos 80 anos em decorrência de complicações cardiorrespiratórias, o humorista Chico Anysio. O comediante estava internado no hospital Samaritano, na zona sul do Rio, desde o dia 22 de dezembro, quando deu entrada na unidade médica após apresentar uma hemorragia digestiva.
Na quarta (21), após sofrer uma piora, Anysio foi submetido a uma sessão de hemodiálise. Na quinta (22), passou por um processo de drenagem torácica para remoção de um grande hematoma pleural. Nesta sexta, por volta do meio-dia, Chico sofreu uma parada cardíaca e chegou a ser reanimado. O humorista respirava com a ajuda de aparelhos.
Anysio vinha sofrendo com problemas de saúde desde 2010. Em 2011, chegou a ficar 110 dias internado, passando por uma angioplastia.
Cearense de Maranguape, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho deixa oito filhos (Lug, André, Cícero, Nizo, Bruno, Rico, Rodrigo e Vitória) e esposa, Malga di Paula
Carreira
Falar em humor no Brasil é falar de Chico Anysio. Cearense, com um humor genuinamente brasileiro, Francisco Anysio de Paula Filho surgiu no rádio, como comentarista esportivo e radio ator. Em 1949, sua veia humorística tomou conta, passando a redigir 13 programas semanais da linha de shows da Rádio Mayrink Veiga.
Participou também de programas de calouros com suas imitações e personagens caricatos com um número que totalizava 32 vozes diferentes. Na década de 50, já vencedor de todos os concursos das maiores emissoras de rádio, foi elevado à categoria de hour concour, o que permitiu oportunidade em um novo meio, a televisão.
Em 1957 inicia sua trajetória televisiva através da TV Rio, se torna efetivamente conhecido e Walter Clark, então diretor de programação da emissora, coloca Chico em destaque na TV. Com o surgimento do VT (videotape), Carlos Manga, diretor cinematográfico e da TV Rio, convida Chico para tentar algo novo, um programa repleto de personagens do humorista. Nascia o “Chico Anysio Show”. A partir daí, o cearense e seus vários personagens percorreram as maiores emissoras do país: TV Excelsior, Tupi e Record.
Em 1969, o humorista chega à TV Globo. No ano seguinte, estreia o programa “Chico Anysio Especial”, com edições mensais e gravadas em externas. Nesse período, lança também uma série infanto-juvenil, apresentada após o "Jornal Nacional", antecedendo a novela das oito. Em 1973, “Chico City” é fundada, uma pequena cidade que virou metrópole e reunia uma população hilariante, repleta de personagens de Chico Anysio, exibida até 1981.
Na década de 80, “Chico Anysio Show” retorna à TV, dessa vez na Globo, permanecendo por 10 anos no ar, com diversas adaptações e retomadas de formatos antigos, como o próprio “Chico City” e a estação de TV fictícia QCV.
De 1990 a 1995, o programa de Chico muda e um único quadro vira destaque: “Escolinha do Professor Raimundo”, fábrica de dezenas de humoristas consagrados como seu ex-redator, Tom Cavalcante. Em 1999, a “Escolinha” volta, como um quadro do “Zorra Total” de cast renovado.
Nessa mesma época, outros programas de Chico habitaram a grade da TV Globo, como “Estados Anysios de Chico City” e novas versões de “Chico Total”. Ainda em 1997, Chico sofre um grave acidente, que paralisa seus movimentos faciais. O humorista passa uma temporada fora do Brasil em tratamento e retorna em 1998 com novas ideias, que eram apresentadas antes da exibição do “Zorra Total”.
Chico Anysio sempre foi destaque em todos os aspectos: teve um quadro regular no "Fantástico" por 17 anos, foi supervisor de criação do programa "Os Trapalhões" no início dos anos 1990, atuou em diversos filmes, novelas e especiais, compôs canções e publicou vários livros. Atuou no teatro, trabalhou com artes plásticas e realizou exposições por todo o país.
Carreira
Falar em humor no Brasil é falar de Chico Anysio. Cearense, com um humor genuinamente brasileiro, Francisco Anysio de Paula Filho surgiu no rádio, como comentarista esportivo e radio ator. Em 1949, sua veia humorística tomou conta, passando a redigir 13 programas semanais da linha de shows da Rádio Mayrink Veiga.
Participou também de programas de calouros com suas imitações e personagens caricatos com um número que totalizava 32 vozes diferentes. Na década de 50, já vencedor de todos os concursos das maiores emissoras de rádio, foi elevado à categoria de hour concour, o que permitiu oportunidade em um novo meio, a televisão.
Em 1957 inicia sua trajetória televisiva através da TV Rio, se torna efetivamente conhecido e Walter Clark, então diretor de programação da emissora, coloca Chico em destaque na TV. Com o surgimento do VT (videotape), Carlos Manga, diretor cinematográfico e da TV Rio, convida Chico para tentar algo novo, um programa repleto de personagens do humorista. Nascia o “Chico Anysio Show”. A partir daí, o cearense e seus vários personagens percorreram as maiores emissoras do país: TV Excelsior, Tupi e Record.
Em 1969, o humorista chega à TV Globo. No ano seguinte, estreia o programa “Chico Anysio Especial”, com edições mensais e gravadas em externas. Nesse período, lança também uma série infanto-juvenil, apresentada após o "Jornal Nacional", antecedendo a novela das oito. Em 1973, “Chico City” é fundada, uma pequena cidade que virou metrópole e reunia uma população hilariante, repleta de personagens de Chico Anysio, exibida até 1981.
Na década de 80, “Chico Anysio Show” retorna à TV, dessa vez na Globo, permanecendo por 10 anos no ar, com diversas adaptações e retomadas de formatos antigos, como o próprio “Chico City” e a estação de TV fictícia QCV.
De 1990 a 1995, o programa de Chico muda e um único quadro vira destaque: “Escolinha do Professor Raimundo”, fábrica de dezenas de humoristas consagrados como seu ex-redator, Tom Cavalcante. Em 1999, a “Escolinha” volta, como um quadro do “Zorra Total” de cast renovado.
Nessa mesma época, outros programas de Chico habitaram a grade da TV Globo, como “Estados Anysios de Chico City” e novas versões de “Chico Total”. Ainda em 1997, Chico sofre um grave acidente, que paralisa seus movimentos faciais. O humorista passa uma temporada fora do Brasil em tratamento e retorna em 1998 com novas ideias, que eram apresentadas antes da exibição do “Zorra Total”.
Chico Anysio sempre foi destaque em todos os aspectos: teve um quadro regular no "Fantástico" por 17 anos, foi supervisor de criação do programa "Os Trapalhões" no início dos anos 1990, atuou em diversos filmes, novelas e especiais, compôs canções e publicou vários livros. Atuou no teatro, trabalhou com artes plásticas e realizou exposições por todo o país.








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