Tiago que vive Demir em Salve Jorge, começou a trabalhar como ator aos 15 anos no teatro.
“Eu comecei cedo fazendo musicais por influência da minha mãe, que era administradora do Teatro Imprensa. E foi muito especial ter começado nos palcos, relembra.
“A Glória me ligou e disse que tinha escrito um personagem para mim e perguntou se eu aceitaria fazer a novela dela. Eu respondi: ‘Você está maluca? É óbvio, né?’", conta.

“Eu já estava meio tijucano por causa do Tim Maia, mas agora estou virando carioca oficialmente morando no Rio, brinca.
OFuxico - A maioria dos atores ficam conhecidos quando trabalham na televisão. A sua história foi diferente. Você primeiro fez sucesso no teatro, com o musical "Tim Maia - Vale Tudo". Como analisa essa trajetória?
Tiago ABravanel – A minha maior felicidade é saber que eu fui reconhecido por um trabalho no teatro, porque é muito difícil fazer teatro no Brasil. E cheguei aqui na Globo de uma maneira muito bacana. As pessoas respeitam quem é do teatro aqui. Me sinto tão bem que parece que eu trabalho há dez anos na casa.
OF – Você já atuou em oito produções no teatro, mas na tevê fez apenas uma pequena participação na novela Amor & Revolução, do SBT. Agora volta ao ar em uma novela das 21 h , com maior visibilidade. Está preparado para receber críticas?
TA – Acho que a crítica, quando é construtiva, fortalece. Então, mesmo que seja uma crítica ruim, se ela for construtiva eu vou utilizar isso para aprender. Apesar de já ter quase dez anos trabalhando com interpretação, fazer tevê é muito diferente de fazer teatro, então é essa diferença que eu estou aprendendo aos poucos. Acredito que na primeira novela da Glória Pires ela já não era esse monstro em interpretação que é hoje. A gente tem de aprender a lidar com isso, sem se perder, deixando o pé no chão, sabendo quem você é.
OF – O seu personagem é turco. E, de fato, você tem descendência turca da parte do seu avô Silvio Santos. Já conhecia a cultura? Isso ajudou você a construir o papel?
R – A minha bisavó era turca. Só que eu não tive muito contato com a cultura da minha família. Mas eu achei uma certa coincidência. Ainda mais envolvendo a questão do meu personagem ser um vendedor na novela, assim como meu avô foi. De certa forma, tudo gira em torno de uma identificação pessoal, já que a Glória escreveu o personagem para mim. O papel deve ter muito de mim. Mas poder estar na Turquia e viver o cotidiano de lá foi uma das experiências mais incríveis para construir o Demir.
TA– As novelas de Glória Perez costumam focar muito nas diferenças culturais. O que mais chamou sua atenção enquanto gravava na Turquia?
OF – Aqui a figa é feita com o polegar entre o indicador e o dedo médio e afasta maus-olhados. Mas lá ela é tem um sentido sexual, de ofensa (risos). Inclusive eu uso um pingente de figa à moda brasileira e quando eles viam, estranhavam bastante. Outra questão é a da conquista de marido e mulher. Quando a mulher está pronta para casar, eles colocam uma garrafa no telhado a representando. Por exemplo, se em uma casa tem três mulheres, eles colocam três garrafas, cada uma representando uma filha. Aí quando o homem quer casar com uma delas, ele quebra uma das garrafas. Isso vai aparecer na novela de forma engraçada.
O Fuxico





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