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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Chegada de Conca explode mídias do Fla e tem repercussão maior que a de Diego Conca é o novo reforço do Flamengo

Conca ainda nem chegou ao Flamengo, mas já faz muito barulho. A contratação do meia argentino, anunciada na madrugada de terça-feira, provou que a torcida do Flamengo está ansiosa – e dorme tarde. A repercussão no Twitter oficial do clube foi maior do que na chegada de Diego. Em menos de 12 horas, foram 15 mil likes e 13 mil retuítes (contra 14 mil e 12,mil respectivamente, quando da contratação do camisa 35).

Conca ainda não tem número de camisa definido. Na China, ele usava a 15. No Flamengo, a 11 está livre. A 10 ainda é de Ederson, que se recupera de lesão. A estreia de Conca está prevista para abril – só então o Flamengo começa a pagar ao jogador.

Globo Esporte

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Iluminado, Bogdanovic faz 33 pontos e comanda vitória croata sobre o Brasil

Assim como na derrota para a Lituânia, a seleção brasileira lutou, reagiu e teve a chance de se recuperar de um primeiro tempo ruim. A diferença é que dessa vez o insucesso brasileiro teve um responsável direto. Com 33 pontos, cinco rebotes e três assistências, Bojan Bogdanovic comandou a seleção da Croácia, freou a reação da seleção brasileira nos minutos finais com uma bola de três e foi o protagonista da vitória por 80 a 76 (41 a 31), nesta quinta-feira, na Arena Carioca 1, em mais um jogo espetacular pelo grupo B do torneio masculino de basquete.

Com duas derrotas e uma vitória, o Brasil volta a ficar numa situação difícil na competição. A equipe comandada pelo técnico Rubén Magnano volta à quadra no próximo sábado, às 14h15, contra a Argentina, que enfrenta a Lituânia na última partida da rodada desta quinta-feira.

O JOGO

Com a mesma formação que iniciou a partida contra a Espanha, o Brasil começou leve, jogando solto e aproveitou os dois primeiros arremessos no ataque. Primeiro numa bola dentro do garrafão com Leandrinho, depois num chute de três de Marquinhos. Na defesa, uma marcação agressiva, que incomodou os croatas. O Brasil dominou o quarto até pouco mais de sua metade, quando Ukic acertou um tiro de três e colocou a Croácia em vantagem pela primeira vez. Os pivôs brasileiros tinham dificuldade para entrar no garrafão adversário, e as bolas de três passaram a ser a solução. Huertas acertou uma e recolocou os donos da casa na frente outra vez. Mas Bojan Bogdanovic, com uma bandeja fácil, e Planning, embaixo da cesta, garantiram a vitória parcial dos croatas por 19 a 17.

Como de hábito, Magnano começou a rodar o time e, assim como aconteceu contra os espanhóis, o time caiu de produção. A diferença é que dessa vez a seleção não tinha gordura para queimar, e a Croácia abriu. Principalmente graças as duas bolas de três de Mario Hezonja, do Orlando Magic, e do excelente aproveitamento de Bogdanovic. O ala do Brooklyn Nets simplesmente não errou nos chutes de dois pontos. O prejuízo chegou a ser de 12 pontos, mas com a entrada de Benite, que marcou cinco pontos seguidos, a seleção até melhorou e diminuiu o prejuízo. Mas a reação ficou no quase. Superiores no período, os croatas fizeram 22 a 14 e foram para o intervalo vencendo por 41 a 31.


Os dois primeiros pontos do terceiro quarto foram da Croácia, mas quem entrou mordendo foi o Brasil. Com uma corrida de 8 a 0 , a seleção reagiu, diminuiu a diferença para apenas quatro pontos e trouxe o torcedor de volta para o jogo. Sonolentos no primeiro tempo, Nenê e Augusto voltaram muito mais ligados. Assim como Raulzinho, que começou no lugar de Huertas e deu mais velocidade à seleção. Mas a empolgação brasileira acabou com uma sequência de 10 pontos seguidos da Croácia, que aumentou a vantagem para 14. Magnano pediu tempo e mexeu por atacado. Entraram Hettsheimeir, Alex e Huertas nos lugares de Augusto, Raulzinho e Marquinhos.



De cara o Brasil tirou seis pontos e parecia que mais uma vez encostaria no placar. Mas as escolhas nos três ataques seguintes foram erradas, e a diferença num piscar de olhos pulou para 13. Especialista nas bolas de três, Hettsheimeir continuava descalibrado. Foram dois arremessos de três seguidos errados. Nenê, que também não vinha bem, acordou e com quatro pontos consecutivos, diminuiu a vantagem croata ao fim do terceiro quarto para nove pontos.


Magnano mudou de novo. Desta vez colocou Felício e Giovannoni justamente nos lugares de Nenê e Hettsheimeir. Apesar da ótima defesa do time croata, que tocava em todas as bolas, as mudanças surtiram efeito, e o jogo apertou de novo. O problema é que a seleção continuava desperdiçando as oportunidades de encostar de vez. Ao contrário dos jogadores da Croácia, que toda vez que a coisa parecia complicar, tiraram uma bola de três da cartola. Mas a cinco minutos do fim, os europeus provaram do próprio veneno. Em dois chutes perfeitos, Leandrinho e Giovannoni cortaram a diferença para apenas três.

A seleção teve duas chances de empatar, mas Giovannoni e Alex desperdiçaram duas bolas de três seguidas. Menos mal que a defesa funcionava, e os croatas, frios até então, passaram a sentir a pressão. Petrovic pediu tempo, os ânimos se acalmaram e a parada funcionou, Bogdanovic meteu uma bola de três, chegou aos 30 pontos e freou a reação da seleção. Os donos da casa até encostaram novamente com outra bola de três de Giovannoni, mas era tarde demais para uma virada.

Globo Esporte

Na raça, Bellucci derrota Goffin, iguala Guga e vai pegar Nadal nas quartas

Uma campanha que já pode ser chamada de histórica. Quem olhou a chave de Thomaz Bellucci na Olimpíada deve ter pensado: "Se passar da estreia é sorte". Mas não. O paulista, que muitas vezes é injustiçado pelo torcedor brasileiro, foi provando a cada jogo, desde o início da Rio 2016, que é possível sonhar mais alto. Depois da queda de Marcelo Melo e Bruno Soares na terça-feira, a pressão caiu ainda mais sobre Bellucci. E, nesta quinta, ele fez mais um resultado incrível. Empurrado pela torcida na Quadra 1, derrotou o favoritíssimo belga David Goffin, número 13 do mundo, por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (12-10) e 6/4 em 1h59, e já iguala a campanha de Gustavo Kuerten, em Sydney 2000, quando caiu para o russo Yevgeny Kafelnikov nas quartas de final da competição. Mas, Bellucci tem sonhos mais ambiciosos.

- É claro que o Guga é um cara incomparável. É difícil comparar o que o Guga fez no cenário nacional. Então, para mim, eu vejo mais como uma meta pessoal minha ou objetivo traçado e cumprido até agora meu. Tenho feito até agora uma grande semana. Ontem (na realidade, terça-feira) já falei que, mesmo se saísse com a derrota ficaria feliz porque tinha dado meus 100% dentro de quadra e jogado com a torcida. Acho que isso foi o mais importante essa semana. Ganhei o carinho da torcida, todo mundo torcendo para mim e a atmosfera tá sendo incrível para mim. É entrar no próximo jogo dando meu melhor. Estou feliz com o que tem acontecido até agora, mas acredito que posso ir mais longe ainda. O objetivo não é parar aqui não. Eu não estou satisfeito ainda. Quero ir mais longe - decretou o brasileiro.


Na próxima rodada, o desafio será gigantesco. Do outro lado da quadra terá o multicampeão Rafael Nadal, medalha de ouro em Pequim 2008 e que, até antes da Olimpíada, não sabia se jogaria por conta de uma lesão no punho esquerdo. O confronto acontece nesta sexta-feira, na Quadra Central do Centro Olímpico de Tênis, e quem dirá o que pode acontecer jogando mais uma vez no embalo da torcida? O brasileiro deixou a quadra nesta quinta mais uma vez ovacionado e teve seu nome gritado pela galera.

Um dos caminhos para, quem sabe, surpreender Nadal seria o fato de que o espanhol ainda vai atuar mais duas vezes nesta quinta-feira nas duplas masculinas e duplas mistas. No entanto, Bellucci não acredita que o espanhol chegará cansado, ainda que venha em recuperação de uma lesão no punho.

- Não muda não (a maneira de jogar). O Nadal é um cara que fisicamente é muito forte. Então, mais duas duplas para ele não acho que vai ser um negócio tão cansativo. Taticamente dentro da partida tenho que me portar igual (...) Todo mundo o conhece, sabe que é um dos melhores de todos os tempos. Vamos ver... Vou entrar na quadra solto e verei se consigo fazer um bom jogo para sair com a vitória - disse.

O jogo

A vibração do público que compareceu em peso na quadra central na noite de terça-feira não estava lá. Com muito menos gente na arquibancada por conta do horário - pouco depois de 12h - Bellucci entrou um pouco desligado contra Goffin na Quadra 1. E o belga, com um jogo muito eficiente defensivamente, contou com erros não forçados do brasileiro no início do jogo para logo fazer uma quebra no terceiro game. No quinto, seguiu incomodando e teve outros três break points. A torcida empurrou, Bellucci sacou bem e conseguiu manter o serviço, diminuindo a diferença para 3/2.

Goffin continuava melhor e teve outras duas chances de quebrar o tenista da casa, que novamente tirou forças para manter o saque e vibrar bastante no sétimo game. O problema é que o belga estava bem demais no serviço e não dava oportunidades para o brasileiro conseguir incomodá-lo. Porém, aos poucos, a torcida começava a chegar em maior número na Quadra 1 e o apoio a Bellucci crescia. Quando Goffin sacava para o set em 5/4, o canhoto do Tietê jogou bem demais e, numa bola fora do rival, conseguiu a quebra para se manter no jogo. O público foi ao delírio. Goffin voltou a conseguir o break sobre Thomaz e sacou de novo para fechar, mas o brasileiro foi bem e novamente igualou as coisas, levando para o tie-break.


E no desempate do set é que as coisas ganharam uma tensão impressionante. Foi um jogo de muita variação. Bellucci começou com mini break, Goffin devolveu e os tenistas foram disputando cada ponto como se fosse o último. A torcida ia junto com Thomaz e pressionava o belga, que passou a errar mais do que ao longo do primeiro set. Goffin foi o primeiro a ter set point em 6-5, mas Bellucci foi valente e virou o jogo, tendo a chance de fechar a parcial com 7-6. Virou drama. Cada ponto ia para um lado, o brasileiro seguia desperdiçando chances de matar o set, até que numa bola fora de Goffin, veio a vibração de Bellucci e do público. Vitória por 12-10 no tie-break.

O segundo set foi novamente de tirar o fôlego. Mas, dessa vez, porque os tenistas erravam pouco. Goffin encaixava bons saques, e Bellucci respondia na mesma moeda. No entanto, a Quadra 1 já estava praticamente lotada. A energia era totalmente favorável ao brasileiro e colocava enorme pressão sobre o belga. Bem na recepção, o canhoto do Tietê aproveitou apenas um game mal jogado pelo rival para conseguir a quebra no sétimo game, fazendo 4/3. Com o saque, Bellucci encaixou bem e abriu vantagem, com 5/3. Goffin até quis endurecer o jogo, teve o break point no 5/4, mas Bellucci novamente foi bem nos serviços e fechou o jogo num voleio curto para vibrar demais com o público após o ponto. O Brasil está nas quartas de final.


Globo Esporte

Pouco dinheiro e paixão: a saga das angolanas, queridinhas na Rio 2016

São 24 jogos na história das Olimpíadas. Em 19 deles, o handebol feminino de Angola deixou a quadra derrotado. Empatou outros dois e até o Rio de Janeiro tinha apenas uma vitória, essa contra a Grã-Bretanha, um time que disputou a competição em Londres apenas por ser país-sede. Na Cidade Maravilhosa, contudo, o jogo virou. O patinho feio virou cisne. Com Belinha fazendo um gol atrás do outro e a carismática Teresa Bá fechando tudo debaixo das traves, as angolanas estrearam batendo a Romênia, terceira colocada no último Mundial, e depois triunfaram contra Montenegro, prata nos Jogos de 2012. Diante da Noruega, atual bicampeão olímpico, o time africano conheceu sua primeira derrota, mas ainda sonha com uma vaga inédita nas quartas de final.


Agora, as angolanas, queridinhas da torcida, terão o Brasil pela frente, na sexta-feira, às 9h30, em jogo decisivo para as duas partes na Arena do Futuro. A nítida evolução da modalidade no país, porém, é feita aos trancos e barrancos. Se a goleira gordinha Bá e suas colegas viraram até música no coro dos brasileiros, com direito a "Bá, eu te amo, Bá, eu te amo, meu amor", em Luanda o trabalho da federação nacional é voluntário e as atletas chegam a passar quatro meses do ano sem partidas oficiais. E se o handebol feminino do Brasil recebeu quase R$ 9,5 milhões de patrocínios em 2015 para todos os custos operacionais e conta com um centro de treinamento recém entregue de R$ 13 milhões, todas as seleções femininas de Angola, da base ao profissional, dividem no máximo US$ 500 mil anuais (R$ 1,5 milhão anuais).

- A seleção começa a trabalhar 15 dias antes das competições, por conta de todas as dificuldades. É questão de política esportiva de uma nação. Se tivéssemos toda a estrutura dessas seleções que estão aqui na Olimpíada, provavelmente estaríamos em pé de igualdade com essas equipes. Porque material temos, pessoas com boa vontade temos. A nível federativo, somos voluntários, temos nossos afazeres e damos nossa contribuição. Pegamos um bocado do nosso saber e constituímos a federação - explica Ilídio Candido Manuel.

A dificuldade financeira, inclusive, abalou o grupo na partida contra a Noruega, na quarta-feira. O técnico Filipe Cruz citou que as jogadoras não receberam o valor combinado pelo comitê olímpico angolano e isso teria desestabilizado o time para o confronto perdido por 30 a 20. Ao contrário das outras seleções, nenhuma jogadora de Angola atua nas grandes ligas europeias e todas jogam dentro do próprio país.

mescla de gerações e entrosamento

Um dos segredos do sucesso de Angola está na mescla de gerações e no entrosamento do grupo. A média de idade das 14 meninas que estão no Rio de Janeiro fica em exatos 27 anos. A mais nova é Lili, de 20 anos, e a mais velha é Neyde Barbosa, de 35. Além disso, sete meninas jogam a sua primeira Olimpíada, trazendo sangue novo. Para que a pressão não seja sentida, a outra metade já tem experiência em Jogos Olímpicos e Luisa Kiala, que é bancária e está de férias no Rio de Janeiro jogando, chega ao seu quarto torneio na Rio 2016.

O entrosamento também é fundamental. Do time olímpico, oito jogam no Primeiro de Agosto, time estruturado no país e que paga salários acima da média de um trabalhador angolano normal, fazendo com que as atletas possam apenas se preocupar em jogar handebol e estudar. Outras quatro são do Petro de Luanda, rival direto na briga pelo campeonato nacional que dura apenas dez dias.

- São poucos intercâmbios na Europa. Nosso campeonato nacional tem apenas duas equipes disputando a final sempre. Apesar de ser disputado por seis ou oito equipes.  A verdade é que elas ficam muito tempo de férias. Quase quatro meses. Por isso, procuramos encorajá-las a não deixarem o estudo, que é de importância. O nosso segredo também passa por sermos campeões africanos nos juvenis, no cadete, juniores e profissional masculino. Existe uma sequência de trabalho - conclui Ilídio, lembrando que a chegada do técnico Felipe Luís, que era do time masculino, também mudou a qualidade do grupo.

brasil prega respeito e elas sonham com vitória

Em Londres 2012, Angola e Brasil fizeram jogo disputado no handebol feminino. A seleção venceu por 29 a 26, mas não teve moleza. Quatro anos depois, a capitã Dara não espera facilidade mesmo jogando dentro de casa. Ela diz que é preciso respeitar as angolanas pelo que elas fazem dentro de quadra e que a evolução do esporte no país não vem de hoje.

- Angola vai ser um jogão de bola. Para muita gente, parece ser o patinho feio, mas não é. Já vinha com grande equipe. Em Londres não foi um jogo fácil. Elas tem um potencial físico muito grande e melhoraram muito tecnicamente. Vai ser um bom jogo. Se nosso jogo entrar, vai ser difícil Angola ganhar da gente. Mas vamos entrar com muito respeito e muito pé no chão. É um grande adversário e já mostrou isso nos jogos anteriores - disse Dara.

Apesar da derrota para a Noruega, a primeira na Olimpíada, as angolanas acreditam que é possível surpreender o Brasil dentro de casa e garantir a classificação na próxima rodada. Teresa Bá, a goleira que tomou o coração brasileiro e além de atuar tem comércio em Luanda, frisa que por serem forjadas nas dificuldades, as meninas africanas não desistem nunca e confiam que é possível triunfar.

- Precisaremos entrar concentradas contra o Brasil, viemos de uma derrota e depois de amanhã precisaremos dar tudo. Sabemos que a torcida do Brasil nos apoia mas estará do lado brasileiro - contou a arqueira de Angola.
história olímpica do handebol angolano

Atlanta 1996 - 3 jogos e 3 derrotas
Coreia do Sul - 25 x 19 (D)
Alemanha - 27 x 12 (D)
Noruega - 30 x 18 (D)

Sydney 2000 - 4 jogos e 4 derrotas
Hungria - 42 x 22 (D)
Romênia - 35 x 25 (D)
França - 29 x 27 (D)
Coreia do Sul - 31 x 24 (D)

Atenas 2004 - 4 jogos, 3 derrotas e 1 empate
Espanha - 24 x 24 (E)
Coreia do Sul - 40 x 30 (D)
França 29 x 21 (D)
Dinamarca - 38 x 22 (D)

Pequim 2008 - 5 jogos, 4 derrotas e 1 empata
França - 32 x 21 (D)
Noruega - 31 x 17 (D)
China - 32 x 24 (D)
Romênia - 28 x 23 (D)
Cazaquistão - 24 x 24 (E)

Londres 2012 - 5 jogos, 4 derrotas e 1 vitória
Rússia - 30 x 27 (D)
Croácia - 28 x 23 (D)
Montenegro - 30 x 25 (D)
Brasil - 29 x 26 (D)
Grã-Bretanha - 31 x 25 (V)

Rio 2016 - 3 jogos, 2 vitórias e 1 derrota
Romênia - 23 x 19 (V)
Montenegro - 27 x 25 (V)
Noruega - 30 x 20 (D)

Globo Esporte

Thiago prevê sacrifício em final com Phelps: "Sair sem conseguir andar"

Em  toda sua carreira, Thiago Pereira encontrou pelo caminho o nadador mais vencedor de todos os tempos: Michael Phelps. E a última vez que terá de encarar o astro americano será nesta quinta-feira, na final dos 200m medley, a quarta seguida com os dois nadadores na disputa. Subir ao pódio em uma prova com grande nomes, como Phelps e Ryan Lochte, será um missão difícil, mas não impossível. A torcida e a vontade de conquistar sua segunda medalha olímpica em casa, porém, são incentivo extra para o brasileiro de 30 anos dar o sangue na piscina do Estádio Olímpico Aquático da Rio 2016.

- Se fosse fácil, tinha muita gente ali e não só oito. É a minha quarta final consecutiva nos 200m medley, estou bastante feliz de nadar em casa, mais uma oportunidade de representar essa nação imensa depois dos Jogos Pan-Americanos (2007). Queria agradecer a todos, à torcida inteira, todas as mensagens que recebi, isso aí não tem preço. Não tem medalha olímpica que pague isso. Vou carregar para o resto da vida isso no coração. Agora é descansar, amanhã (quinta) minha tarefa não vai ser fácil. Mas a galera pode esperar que pretendo sair sem conseguir andar, e espero que seja suficiente para estar no pódio novamente.


As semifinais mostraram que Michael Phelps está bem perto de sua 26ª medalha olímpica, e possivelmente de seu 22º ouro. Embalado pelas duas vitória conquistadas na noite de terça (200m borboleta e 4x200m livre), o astro americano fez o melhor tempo entre as duas séries: 1m55s78. Ryan Lochte, outro forte e antigo rival do brasileiro, avançou em segundo (1m56s28). Thiago, prata em Londres 2012 nos 400m medley, terminou em terceiro: 1m57s11.


Ao sair da piscina, o clima de nostalgia tomou conta do brasileiro. Depois de 12 anos, desde Atenas 2004, competindo contra Phelps e Lochte, Thiago fez um post nas redes sociais com um breve balanço do que o trio aprontou junto nas provas medley nas últimas quatro Olimpíadas.

- Tem sido uma longa jornada com vocês dois. 13 anos competindo junto, 4 finais olímpicas juntos, amanhã vai ser nosso último encontro pra mim uma honra ter competido todo esse tempo com vocês. Os únicos 3 que sobraram desde 2004 @m_phelps00 @ryanlochte

Globo Esporte

Soberanas, Larissa e Talita atropelam polonesas e vão invictas às oitavas

O peso de qualquer pressão ficou para trás há tempos. Ao entrar na arena do vôlei de praia montada em Copacabana, Larissa e Talita tinham a mente tranquila. Garantidas nas oitavas de final dos Jogos do Rio, as duas queriam apenas fechar a fase de classificação de forma perfeita. Conseguiram. Soberanas, as donas da casa atropelaram as polonesas Kolosinska e Brzostec em 2 sets a 0, parciais 21/10 e 21/15. Melhor impossível.

A dupla, então, avança às oitavas com três vitórias em três jogos, na liderança do grupo A. Agora, Larissa e Talita aguardam as definições das outras chaves e das próximas rivais.

O jogo

Quando salta à rede, Larissa parece ter o pensamento vazio. Com a tranquilidade de quem é considerada a melhor jogadora do mundo, a brasileira marcou os dois primeiros da partida. Foi um começo arrasador da dupla da casa. Com muita tranquilidade, abriu 6/1 em um bloqueio espetacular de Talita, sem chances para a defesa de Brzostec. As polonesas tentavam, mas em um golpe perfeito de Larissa, sobre o bloqueio de Kolosinska, as brasileiras ampliaram para 9/2.

Era um jogo tranquilo. Mesmo quando as polonesas melhoraram em quadra, Larissa e Talita mantiveram a calma. Quer dizer, nem tanto. Com uma pancada forte na bola, que atingiu o rosto de Brzostec, Larissa fez 11/5. Depois de 15 minutos, o golpe final. Talita subiu bem e desceu o braço para fechar: 21/10.

As polonesas cresceram no segundo set. Na primeira parte da parcial, Kolosinska e Brzostec se mantiveram coladas às brasileiras no placar. As donas da casa mantiveram a calma. Com muita categoria, Larissa deslocou a defesa rival e abriu 13/11. Logo depois, a vantagem já era de quatro pontos. A vitória estava logo ali.

As brasileiras mantiveram o ritmo até o fim. As polonesas ainda conseguiram evitar dois match points, mas não havia muito o que fazer. A vitória veio em uma pancada certeira de Larissa: 21/15 e festa montada em Copacabana.


Globo Esporte

Messi, CR7 e Dream Team derrotados: veja tamanho de vitória sobre a Sérvia

Num exercício de imaginação, troque a piscina pelo gramado. Imagine uma seleção com alguns dos melhores jogadores de futebol do mundo enfrentando uma equipe que nunca passou da primeira fase de uma Copa do Mundo. É mais ou menos essa a comparação a ser feita na vitória do Brasil por 6 a 5 sobre a Sérvia, nesta quarta-feira, pela primeira fase do torneio olímpico masculino . Dessa forma, os atletas comandados pelo técnico croata Ratko Rudic deram asas à imaginação quando perguntados da dimensão do feito que, de quebra, garantiu a equipe nas quartas de final da competição.

- Imagina um time com Messi, Cristiano Ronaldo, Ibrahimovic, Pogba. Imagina os melhores caras do mundo contra jogadores que treinam pra caramba e que estão juntos até o final. O Ratko falou desde o início: aqui não tem nomes, tem homens. Mostramos isso na água. Desculpa a palavra, mas a gente jogou pra c... – disse Adrià Delgado, autor de um dos gols sobre a Sérvia.

Capitão da seleção brasileira, Felipe Perrone defende um time croata que é o atual campeão europeu. Além disso, foi eleito o melhor jogador da competição. Disputou duas Olimpíadas pela Espanha antes de retornar ao Brasil. Por isso está acostumado a atuar entre os melhores. Mas na esverdeada piscina do Maria Lenk, na noite da última quarta-feira, sentia-se como seus companheiros que ainda flertam com o amadorismo e traçou outra comparação para comentar a vitória.

- No futebol fica realmente difícil de comparar o que aconteceu contra a Sérvia. Acho que a comparação maior seria pensar que o Brasil do basquete ganhou do Dream Team dos Estados Unidos. Esses caras conquistaram tudo nos últimos três anos e têm o melhor jogador do mundo em cada posição. Foi histórico.

A Sérvia chegou ao Rio de Janeiro como uma das favoritas ao ouro. Em Londres a seleção ficou com o bronze, mas estava embalada por uma série de títulos recentes, como o Mundial de Esportes Aquáticos de 2015, o Campeonato Europeu de 2014 e o tetracampeonato da Liga Mundial (2013/2016).

Nascido na Espanha, Adrià Delgado é apaixonado por futebol e, mais especificamente, pelo Espanyol de Barcelona. Então nem precisou ir muito longe na imaginação para traçar um paralelo e explicar ao torcedor que não acompanha o polo aquático o ocorreu na piscina do Maria Lenk.

- O Espanyol não ganha um título há 10 anos, mas às vezes para a gente, ganhar do Barcelona é o mesmo que um título. Então pode ser essa a comparação.

É quando o Espanyol ganha ou ferra uma Liga do Barcelona. Para nós é também uma vitória - brincou.

Já garantido nas quartas de final, o Brasil ainda vai enfrentar Grécia e Hungria pelo Grupo A. A segunda fase será disputada no Estádio Aquático.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Larissa/Talita desbanca time dos EUA, faz Arena tremer e avança às oitavas

A Arena do Vôlei de Praia literalmente tremeu com Larissa e Talita. A dupla brasileira confirmou o favoritismo e venceu com muita tranquilidade as americanas Lauren Fendrick e Brooke Sweat, pelo placar de 2 a 0, com parciais de 21/16 e 21/13. O resultado garante vaga para a equipe nas oitavas de final. O show do time brasileiro empolgou a torcida na Praia de Copacabana, que, por algumas vezes, fez a estrutura metálica balançar ao interagir com os chamados do animado locutor do jogo. A Arena tem a altura de um prédio de sete andares em seu ponto mais alto e capacidade para cerca de 11,5 mil pessoas.

- A gente está pensando passo a passo, jogo a jogo, claro que é importante estar classificada, mas vamos trabalhar para, na quinta, fazer outra boa apresentação. De sete finais, foram duas. Faltam cinco pela frente e é assim que vamos manter o foco. É sempre bom Brasil x EUA. A torcida deu um show. Estou feliz com nosso desempenho e que nós possamos manter. Está demais! Você saber que, independentemente do que ocorrer dentro de quadra, tem milhões de brasileiros para te levantar dentro de quadra. Me sinto privilegiada de jogar uma Olimpíada dentro de casa – comentou Larissa, lembrando que a experiência das duas, de três edições olímpicas cada, tem ajudado.

Os  cinco bloqueios de Talita, especialista no fundamento, e a habilidade de Larissa, que encantou, marcaram a ótima atuação da dupla brasileira. Foram necessários 39 minutos para vencer. Trata-se da segunda vitória da equipe, na liderança

do Grupo A, com quatro pontos. Na estreia, elas bateram as russas Ukolova e Birlova. Classificadas, elas enfrentarão no próximo jogo as polonesas Brzostek e Kolosinska, na quinta-feira, às 10h (de Brasília).

O jogo

Larissa e Talita lideraram o placar por quase todo o primeiro set. Após abrir 2 a 0, chegaram a tomar a virada no início do jogo, mas logo retomaram as rédeas da partida. E não deram qualquer chance a Fendrick e Sweat.

Os bloqueios de Talita colocaram o Brasil à frente e construíram uma vantagem inicial de quatro pontos: 7 a 3 . A liderança no placar foi administrada e aumentada até o fim do primeiro set, vencido por 21 a 16 e encerrado em 21 minutos.

No segundo set a superioridade brasileira foi ainda maior. Fendrick e Sweat perderam quase todos os ralis. As americanas não conseguiram parar Larissa, habilidosa para escolher a jogada certa e tirar a bola do alcance das rivais, seja com força ou jeito. Ela foi a única das quatro jogadoras a conseguir um ponto com ace.

O poder defensivo do Brasil também se destacou: foram 16 pontos nesse fundamento. Nos dois pedidos de desafio das americanas, a imagem confirmou os pontos das brasileiras, responsáveis por empolgar a torcida em Copacabana. No fim, Larissa e Talita fecharam o jogo com larga vantagem: 21 a 13. A festa da torcida, que fez a estrutura da arena tremer, também teve a música "Vou festejar", de Beth Carvalho, cantada à capela.


Globo Esporte

Com cesta no fim e Varejão presente, Brasil bate Espanha e respira aliviado

O confronto desta terça-feira não chegava a ser de vida ou morte para a Brasil e Espanha, mas era de risco, e uma derrota deixaria uma das duas seleções em situação delicada no grupo B do torneio masculino de basquete. Mas para alívio do excelente público que mais uma vez compareceu à Arena Carioca 1, quem levou a pior foram os espanhóis. Com a presença de Anderson Varejão, substituído por Cristiano Felício na reta final da preparação com uma hérnia de disco lombar, entre os torcedores, e sem cometer tantos erros nos lances livres - foram apenas cinco -, seus velhos companheiros jogaram e venceram por ele. Com um tapinha de Marquinhos salvador a cinco segundos do estouro do cronômetro, o time de Rubén Magnano venceu a Espanha por 66 a 65 (34 a 31), conseguiu a primeira vitória na Olimpíada do Rio de Janeiro e respirou aliviado.

Com uma derrota e uma vitória no grupo B, a seleção brasileira volta à quadra nesta quinta-feira, às 14h15, contra a Croácia. Já os atuais campeões espanhóis, que somam duas derrotas e estão com a corda no pescoço, enfrentam a Nigéria, às 19h.

O JOGO

Se contra a Lituânia Magnano optou por uma formação mais pesada, com Alex e Hettsheimeir entre os titulares, nesta terça o treinador argentino preferiu começar com um time mais leve. E as mudanças funcionaram. Com Marquinhos e Augusto desde o início, a seleção até desperdiçou seus dois primeiros ataques e permitiu que a Espanha começasse em vantagem, mas não demorou muito para os donos da casa tomarem conta da partida. Após passar a frente e assumir a ponta pela primeira vez na Olimpíada com uma cesta de Huertas, o Brasil não perdeu mais a liderança no quarto. Com uma defesa agressiva, ótimas atuações individuais de Nenê e Marquinhos e com apenas uma mudança no quinteto que começou o jogo, a seleção segurou os campeões europeus, chegou a abrir 18 a 10, mas fechou o período por 18 a 13.

Apesar da vitória parcial, era hora de rodar o time. Além de Hettsheimeir e Felício, que haviam entrado nos minutos finais do quarto anterior, Alex e Raulzinho também vieram para a quadra no começo do segundo período. No entanto, as mudanças quebraram o ritmo brasileiro, e a Espanha cresceu. Mesmo com um aproveitamento muito ruim nas bolas de três, a campeã europeia buscou o resultado e virou o placar com dois lances livres de Mirotic, a 4'55 do fim do período. Magnano continua tentando encontrar o quinteto ideal e colocou Huertas de volta, além de Benite e Guilherme Giovannoni. O time encaixou, neutralizou o jogo interno com Gasol -  apagadíssimo no primeiro tempo com apenas cinco pontos -, e conseguiu a virada numa bola de três de Giovannoni. A Arena Carioca 1 explodiu, e, com mais dois pontos de Huertas, o Brasil foi para o intervalo vencendo por 34 a 31.

O Brasil voltou arrasador no segundo tempo. Nem a terceira falta de Nenê logo de cara diminuiu o ritmo da seleção. Principalmente porque desta vez Felício entrou ligadíssimo. Impulsionada por uma enterrada sensacional do pivô do Chicago Bulls, a seleção fez uma corrida de 8 a 2, abriu nove pontos e obrigou Sergio Scariolo a pedir tempo. A parada funcionou. Com seis pontos seguidos, a Espanha quebrou a sequência dos donos da casas e diminuiu o prejuízo para apenas três pontos. Pior do que a reação espanhola, era a quantidade de faltas cometidas pelos brasileiros, que jogavam Gasol e cia, para a linha dos lances livres. E foi assim que Felipe Reyes empatou a partida. Quando parecia que o jogo ganharia fortes emoções novamente, a seleção acordou, fez oito pontos seguidos e entrou no quarto decisivo com uma boa vantagem de oito pontos.


O Brasil voltou determinado a matar o jogo logo nos minutos iniciais do último quarto e abriu 11 pontos. Mas do outro lado estava a campeã europeia e de prata olímpica. Mesmo com Pau Gasol pouco inspirado e um péssimo aproveitamento nos chutes de três, a Espanha tirou a diferença e diminuiu para apenas um ponto a vantagem dos brasileiros. A seleção reagiu, abriu quatro pontos e respirou. Mas a Espanha é sempre um osso duro de roer e virou numa bola de três de Sergio Llull a 1'44 do fim. A seleção, no entanto, não queria deixar a vitória escapar e com um tapinha salvador de Marquinhos virou a cinco segundos do fim para conquistar uma suada vitória.  

Chierighini vai à semi dos 100m livre, e australiano de 18 anos rouba a cena

Prova mais tradicional da natação, os 100m livre prometem muitas surpresas nos Jogos Olímpicos Rio 2016. As eliminatórias da tarde desta terça-feira mostraram que a disputa está muito aberta. Atual campeão olímpico, o americano Nathan Adrian por pouco não ficou fora das semifinais, arrancando apenas a última vaga. O australiano Kyle Chalmers, de apenas 18 anos, surpreendeu e liderou as disputas, com direito a recorde mundial júnior: 47s90. O brasileiro Marcelo Chierighini avançou em 13º, e Nicolas Oliveira ficou fora da próxima etapa, marcada para esta noite, a partir das 22h (horário de Brasília).

- Estou me sentindo um pouco preso, cansado. Nadar de manhã (início da tarde, na verdade) é difícil. Mas passei. É focar nos detalhes. Sei que posso andar mais rápido. Tenho certeza que vai ser melhor depois - afirmou Chierighini.


O brasileiro Marcelo Chierighini ficou em quinto lugar em sua série das eliminatórias e em 13º na classificação geral, com o tempo de 48s53. Niicolas Oliveira não foi bem e terminou apenas em 28º (49s05). Mas as maiores surpresas desta tarde ficaram para a sétima bateria. Atual campeão olímpico da prova e vice-líder do ranking mundial em 2016, o americano Nathan Adrian não foi bem, terminou em 4º, com 48s58, e por muito pouco não foi eliminado da disputa. Sem se intimidar com a presença do principal nome da prova na raia ao lado, a revelação australiana Kyle Chalmers chegou em primeiro e fez o melhor tempo entre as oito séries: 47s90, superando o recorde mundial júnior anterior que era dele mesmo (48s03), alcançado em abril.

Apenas um centésimo atrás (47s91) do jovem australiano, outra revelação da velocidade mundial, o americano Caeleb Dressel, mostrou que também está forte na briga pela ouro. O britânico Duncan Scott fez a terceira melhor marca da tarde: 48s01, e o australiano atual líder do ranling mundial, Cameron McEvoy, passou em quarto (48s12). Outro destaque da prova, o russo Vladimir Morozov - liberado de última hora para competir no Rio - foi o oitavo melhor das eliminatórias (48s39).

No primeiro dia de disputas da natação na Rio 2016, Chierighini e Niilo estrearam no revezamentos 4x100m livre. Os velocistas, que foram os dois melhores do quarteto na final da prova, terminaram na quinta colocação, ao lado de Gabriel Santos e João de Lucca. No eliminatória, Matheus Santana havia nadado no lugar de João.


Tales Cerdeira, Thiago Simon e Joanna e 4x100m livre param nas eliminatórias

O quarto dia de eliminatórias não foi muito bom para o Brasil. Chierighini foi o único a avançar às semifinais. Nos 200m peito, Tales Cerdeira e Thiago Simon ficaram distantes da zona de classificação (16 nadadores), em 29º (2m12s83) e 36º.(2m15s01). A experiente pernambucana Joanna Maranhão fez o 24º tempo dos 200m borboleta.(2m10s69) e também parou na primeira fase.

Na última prova desta tarde, o revezamento 4x200m livre masculino do Brasil, o quarteto formado por Luiz Altamir, João de Lucca, André Pereira e Nicolas Oliveira terminou em 15º (7m13s84) na classificação geral, longe das oito vagas disponíveis para a final de mais tarde. Mesmo sem Michael Phelps, os Estados Unidos fizeram o melhor tempo (3m09s92) e são favoritos na briga pelo ouro à noite, que ainda deverá contar com o reforço do maior atleta olímpico da história.

Globo Esporte

Rival de Athos assume erro e ganha elogios do brasileiro: "Espírito olímpico"

O brasileiro Athos Schwantes já deu adeus à disputa individual da espada na Arena Carioca 3, nesta terça-feira, mas, depois de falar da eliminação na segunda rodada, fez questão de enaltecer a atitude do primeiro adversário que enfrentou, o tcheco Jiri Beran. Athos destacou que o rival acusou um golpe que o árbitro confirmou para ele, mas que na verdade não aconteceu. Para o esgrimista brasileiro, esse é o verdadeiro “espírito olímpico”.

O duelo já estava no tempo extra depois de ficar empatado no período regular. Os dois adversários tinham mais um minuto para pontuar. Athos abriu o caminho com 5 a 3, quando um ponto foi marcado para Beran. Foi aí que o rival avisou ao árbitro que, na verdade, ele mesmo tinha se tocado no momento em que o ponto foi sinalizado.

- Queria deixar uma coisa registrada. Quando joguei com o Beran e estava 5 a 3 para mim, ele fez um quarto ponto. Não sei se as pessoas entenderam em casa ou não (o que houve), mas muitas vezes nós esgrimistas não sentimos onde foi. Às vezes é muito de leve e você não sente, eu não senti, e o árbitro estava dando o toque. Estávamos entrando na linha de guarda de novo para se reposicionar, já mudado o placar com 5 a 4, e ele falou para o árbitro: “Toquei em mim mesmo”. E aí foi por isso que bati palmas para ele e agradeci. O público não deve ter entendido também, foi uma conversa entre os dois que ouvi. E aí voltou a ficar 5 a 3, era um momento muito crítico. Isso mostra o que é o espírito olímpico., Fico muito feliz de ter uma pessoa com esse caráter. Se todo mundo fosse assim, teríamos outra situação. Procuro sempre ser assim, e ele me mostrou que esse é mesmo o caminho. Isso é o que faz a coisa ser realmente bonita - disse Athos.

O brasileiro terminou o tempo extra com 8 a 6 no placar e seguiu adiante na competição. Na rodada seguinte, no quadro 32, Athos acabou derrotado pelo francês e número 1 do mundo Gauthier Grumier, por 15 a 7.

O esgrimista ainda volta a competir nos Jogos Olímpicos do Rio, no domingo, na disputa de espada por equipes, ao lado de Guilherme Melaragno e Nicolas Ferreira. Eles encaram a Venezuela na primeira rodada.

Globo Esporte

Robson acaba com "maldição da estreia" e está nas quartas na Rio 2016

Não deu nem para assustar a torcida brasileira. Robson Conceição atropelou Anvar Yunusov, do Tajiquistão, nas oitavas de final do peso-leve (até 60kg) e venceu o rival por nocaute técnico em sua estreia na Olimpíada Rio 2016. O lutador dominou completamente o primeiro assalto, e seu rival não voltou para o segundo, por conta de uma lesão na mão direita sofrida na primeira fase. Na zona mista, disse apenas que "saúde é mais importante". Já o brasileiro mostrou-se feliz por ter acabado com a "maldição da estreia", depois de ser eliminado desta forma em Pequim 2008 e Londres 2012.

- Nas últimas edições, enfrentei atletas da casa, estava um pouco mais inexperiente e imaturo, mas nos últimos anos estive bastante focado, os resultados estavam bastante favoráveis, me sacrifiquei muito longe da família, sofri muito nos treinos e graças a Deus saí com a vitória hoje - afirmou.


Robson agora enfrenta Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão, nas quartas de final. Em caso de vitória, o brasileiro já garante, no mínimo, a medalha de bronze na competição. O confronto está marcado para sexta-feira, 12h45 (de Brasília).

O início teve Robson usando pouco o jab e trabalhando mais os diretos de direita. Na primeira combinação com jab e direto, a direita explodiu no rosto de Yunusov. Defensivamente impecável, o brasileiro era pouco atingido e conectava muitos golpes de encontro. A linha de cintura do atleta do Tajiquistão também foi castigada no primeiro assalto.

Abusando do volume de golpes e da pressão, Robson andou para a frente o tempo todo e levantou a torcida, que gritou "Uh, vai morrer!" nos segundos finais do round. O lutador do Tajiquistão não voltou para o segundo assalto, decretando a vitória por nocaute técnico.


Globo Esporte

Surpresa, Mariana Silva bate campeã mundial, vai à semi e tenta repetir Rafa

Embalada pela conquista sensacional da campeã olímpica Rafaela Silva, uma outra Silva representou muito bem o Brasil nesta terça-feira e pode seguir o mesmo caminho da amiga, no tatame da Arena Carioca 2. Em sua segunda Olimpíada, Mariana Silva venceu três lutas, surpreendeu duas favoritas e está na semifinal da categoria até 63kg, quando vai encarar a eslovena Tina Trstenjak, líder do ranking mundial. A vitória nas quartas foi emocionante, por yuko no golden score, diante da israelense Yarden Gerbi, campeã mundial em 2013. Mari estava tão determinada que acabou atingindo sem querer o rosto da rival e a fez sangrar. Nas oitavas, o triunfo da paulista de 26 anos foi em cima da atual campeã europeia, a alemã Martyna Trajdos. Apesar de ser titular da seleção brasileira desde 2006, Mariana não tem conquistas muito expressivas na carreira e caiu logo na estreia nos Jogos de Pequim 2008.

A semifinal de Mariana Silva deverá acontecer por volta das 16h (de Brasília). O bloco da tarde do judô olímpico é iniciado às 15h30 com a disputa das repescagens. Outro representante do Brasil neste quarto dia de ação nos tatames, o carioca Victor Penalber, bronze no Mundial do ano passado, desapontou o público ao ser eliminado nas oitavas de final por Sergiu Toma, dos Emirados Árabes Unidos.

estreia fácil e belo triunfo nas oitavas

Empolgada com o apoio da torcida, Mariana começou com tudo a sua trajetória na Rio 2016. Após uma disputa forte pela pegada, as duas lutadoras foram para o solo, e Mari conseguiu encaixar uma chave de braço, obrigando Szogedi a bater três vezes a mão no chão, desistindo do combate. Vitória por ippon

Nas oitavas de final, em duelo contra a respeitada alemã Trajnos, forte candidata ao pódio no Rio, Mariana enfrentou dificuldades desde o início para encaixar a pegada. Com boa postura defensiva, porém, a brasileiro soube evitar entradas de golpes da adversária.

O tempo foi passando e nada de entrada de golpes. Por conta disso, as duas lutadores foram penalizadas por falta de combatividade. O minuto final começou com um shidô para cada lado. Impaciente, o público passou a vaiar a alemã, que foi punida por empurrar a brasileira para fora da área de luta. Assim, faltando dez segundos, Mariana estava na frente. Não deu tempo para mais nada. Vitória importantíssima para a brasileira.


vitória emocionante dá vaga na semi

Nas quartas de final, a parada era muito mais complicada para a paulista. Ela tinha pela frente a israelense Yarden Gerbi, campeã mundial em 2013. Mas Mariana não demonstrou qualquer receio e partiu para cima da adversária desde o início.

Empurrada pela torcida, que não tinha mais Victor Penalber para torcer nesta terça-feira, Mari conseguiu vencer a disputa pela pegada e projetou a rival para o solo. A arbitragem, porém, entendeu que a gringa caiu de bruços.

Os minutos foram passando e nada de novas entradas de golpes. As duas apenas se movimentavam e encostavam a perna na rival para evitar punição por falta de combatividade. A luta tinha um só caminho: o golden score.

O desempate foi muito tenso. Cansadas, Mariana e Yarden não conseguiu pegar com muita intensidade no quimono, mas lutavam na raça para alcançarem a semifinal. A brasileira chegou a ser projetada, mas nada foi marcado. Em um momento de descuido da israelense, Mari demonstrou que a sua vontade era muito maior que a da oponente. Ela rodou Gerbi sobre o seu corpo e viu a rival cair de lado no solo: yuko e vaga na semifinal para delírio da torcida brasileira.

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''Melhor que Neymar'', goleira de 98kg ganha músicas e lidera zebra africana

Quando Teresa Patrícia Almeida deixou Angola para participar da Olimpíada, mal podia imaginar o que lhe esperava no Rio de Janeiro. Em dois jogos, a goleira de 98kg conhecida como Bá trocou o anonimato pelo posto de principal cara da zebra africana do Grupo A do handebol feminino nos Jogos do Rio. Tímida e longe padrão atlético ideal, precisou de pouco tempo para se transformar na xodó dos brasileiros na Arena do Futuro. Com direito até a torcida organizada personalizada na vitória da última segunda-feira por 27 a 25 sobre Montenegro, atual vice-campeã olímpica.

Cada defesa era comemorada como se fosse um gol de Angola. E não foram poucas: 12 das 29 - ou 41% - bolas que foram em direção ao gol africano pararam em Bá. O carisma, os quilinhos a mais e as boas atuações viraram gritos de incentivo na voz dos brasileiros. Primeiro eles brincaram cantando que a goleira era ''melhor do que Neymar''. Depois adaptaram a música tradicional das partidas de futebol: ''P... que pariu, é a melhor goleira do Brasil... Bá!''. E teve espaço ainda para paródia da canção de Sidney Magal: ''Bá, eu te amo! Bá, eu te amo meu amor! Bá, eu te amo! O meu sangue ferve por você!''.

- Não contava com isso. Gostaria de agradecer a toda torcida e pedir que continuem nos apoiando. Acho que a música sobre Neymar é por causa desses dois jogos, né? Ele é craque, resolve. A torcida deve achar que estou resolvendo também. Mas não sou eu, somos todas nós - disse a tímida goleira após tirar várias fotos com os brasileiros - disse a carismática camisa 16, que espera emagrecer um pouco para ''ficar um bocadinho mais elegante'' no vestido de noiva de seu futuro casamento.


Se Bá fecha o gol, lá na frente quem resolve é Belinha. A jogadora de 26 anos já marcou 12 gols e ajudou Angola a vencer as duas partidas que disputou. E não foram jogos fáceis: Romênia, terceira colocada no Mundial de 2015, e Montenegro, prata em Londres. Um dado simples explica bem o tamanho desse feito: apesar de ter disputado várias Olimpíadas, a seleção africana chegou ao Rio com apenas uma vitória na história dos Jogos. Foi em 2012, contra a Grã-Bretanha, que tem uma seleção amadora e só participou do torneio por ser o país-sede.

- Temos que manter o mesmo nível de concentração. Não foi fácil. Montenegro é uma equipe muito forte como a Romênia. Estamos trabalhando para o nosso jogo melhorar. É isso que queremos. Daqui para frente só vitória. Vitória atrás de vitória - sonhou Belinha.

No que depender do carinho do público brasileiro, o objetivo de Belinha estará mais perto de ser alcançado. Na próxima rodada, quarta-feira, outra pedreira: a atual bicampeã olímpica Noruega. Depois será a vez do Brasil, campeão mundial em 2013, na sexta. E pela confiança das angolanas, é bom as meninas da seleção abrirem o olho.

- Dá para ganhar do Brasil - avisou Bá.

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Brasileiro que luta pelo Líbano perde luta por ação irregular e briga com juiz

Um dia após a inesquecível conquista do ouro de Rafaela Silva, um brasileiro que representa o Líbano foi quem chamou a atenção, na manhã desta terça-feira, na disputa das preliminares do peso-meio-médio. Capixaba que defende as cores do Líbano, Nacif Elias, ex-integrante da seleção brasileira e naturalizado libanês desde 2013, reclamou muito ao ser desclassificado por atitude antidesportiva na luta contra o argentino Emanuel Lucentti, pela primeira rodada. O juiz considerou que Nacif machucou de propósito o braço esquerdo do oponente e parou o combate, dando a vitória para o hermano. Inconformado, Elias se negou a sair do tatame da Arena Carioca 2 e ficou gritando em direção aos mesários.

Em uma histórica segunda-feira, Rafaela Silva conquistou o primeiro ouro do Time Brasil nos Jogos do Rio e tirou o judô do zero. Nos dois primeiros dias do judô na Rio 2016, o Brasil havia passado em branco. O melhor resultado era o quinto lugar de Érika Miranda (52kg). Campeã olímpica em Londres 2012, Sarah Menezes ficou na sétima colocação, mesma posição do bronze na última Olimpíada Felipe Kitadai, do até 60kg. Charles Chibana (66kg) foi eliminado na primeira luta. Nesta quarta-feira, a partir das 10h (de Brasília), será a vez da disputa do peso-médio (70kg para as mulheres e 90kg para os homens). Maria Portela não é favorita e correrá por fora, enquanto Tiago Camilo, prata em Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008, tentará buscar seu terceiro pódio olímpico. Aos 34 anos, o paulista não é mais tão forte quanto na conquista do Mundial de 2007, mas sabe muito bem o caminho das vitórias em grandes competições.

Empolgada com o apoio da torcida, Mariana começou com tudo a sua trajetória na Rio 2016. Após uma disputa forte pela pegada, as duas lutadoras foram para o solo, e Mari conseguiu encaixar uma chave de braço, obrigando Szogedi a bater três vezes a mão no chão, desistindo do combate depois de apenas 59 segundos. Vitória por ippon.

Muito mais gabaritado que o africano, Victor demonstrou logo de cara uma postura muito superior. Em busca da pegada perfeita para projetar Acacio, o carioca não deu chance. Sem saber o que fazer, o gringo foi punido por falta de combatividade.

Penalber estava tranquilo, pois sabia que a vitória era questão de tempo. Passados dois minutos, ele encaixou um bom golpe de perna e conquistou um wazari. Com muita velocidade, Victor conectou a luta de solo e imobilizou Marlon. Bastou segurar o rival por 15 segundos para conquistar o segundo wazari e vencer por ippon

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Após tie-break incrível, Pedro/Evandro perde a 2ª nos Jogos para o Canadá

Após perderem na estreia para os cubanos Diaz/Gonzalez, os cariocas Pedro Solberg e Evandro entraram em quadra nesta terça-feira bastante pressionados pela vitória no segundo jogo da Olimpíada na Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana. Os canadenses Schalk e Saxton, número 7 do ranking mundial, não estavam para brincadeira e se aproveitaram disso. Foi um jogo extremamente duro. Os brasileiros, que alternaram bons momentos e falhas que poderiam ter sido evitadas, levaram o primeiro set por 21/17, perderam o segundo por 21/18 e, após um tie-break emocionante com direito a um longo rali, acabaram derrotados por 2 a 1, sendo 16/14 na última parcial. Foi o segundo revés dos brasileiros na Olimpíada.

A próxima partida de Pedro e Evandro será contra os fortes letões Samoilovs e Smejdins, na quinta-feira, dia 11, às 17h30 (de Brasília). É o último jogo deles pelo Grupo D, e a briga pela classificação promete, já que o time da Letônia costuma complicar a vida do Brasil.

o jogo

Pedro Solberg e Evandro entraram um tanto quanto desatentos em quadra e começaram com certa dificuldade contra os canadenses. Eleito dono do melhor saque de 2015, Evandro, de 2,10m, acabou errando três tentativas de ace. Pedro errou uma. A reação veio quando Solberg deu uma largadinha bonita e, na sequência, seu parceiro conseguiu uma defesa espetacular. Mas foi no fundamento que não estava entrando que o filho de Isabel garantiu a vitória na parcial: 21 a 17. Ao todo, eles fizeram dois aces, e Schalk e Saxton, nenhum.


Logo no comecinho do 2º set, uma polêmica. Evandro foi para o saque e fez o ace. Os canadenses pediram desafio. Na imagem, foi atestado que os estrangeiros estavam certos, e o brasileiro havia tocado na linha. Mas os dizeres foram: "desafio sem sucesso". O público vibrou, mas o placar, corretamente, validou o ponto para os rivais. O serviço do gigante de 2,10m funcionou duas vezes seguidas. Mas o Canadá se recuperou com um ace de Saxton e um ataque que funcionou. O jogo estava duro. O Brasil desperdiçou oportunidades, e os estrangeiros aproveitaram e fecharam a parcial em 21 a 18.

O tie-break foi eletrizante. Ponto a ponto, as duplas disputavam. Pedro e Evandro alternavam ótimos momentos com falhas que poderiam ter sido evitadas. Era preciso manter a calma. Mais frios, os canadenses se aproveitavam. Quando o gigante de 2,10m errou seu saque, deu o primeiro match point para o Canadá: 14 a 12. Eles evitaram uma vez. O filho de Isabel foi para o serviço e,após um longo e belo rali, Evandro empatou tocando em cima de Saxton, conquistando o ponto e levantando a torcida. Mas o time rival conseguiu a virada, e um ace incrível de Saxton, triscando na linha, fechou o revés dos donos da casa: 16 a 14 na parcial.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Venezuela incomoda no começo, mas Estados Unidos fazem novo massacre

Foram 15 minutos de dificuldades, erros incomuns e um placar inusitado. No entanto, bastou uma boa sequência para os Estados Unidos mostrarem quem manda no basquete mundial. Nesta segunda-feira, pela segunda rodada do Grupo A do torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos, os americanos massacraram por 113 a 69 a Venezuela, mantendo intacto seu caminho para mais uma medalha de ouro na história da competição. O próximo adversário, ou vítima, é a Austrália, que também venceu seus dois primeiros jogos, nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília).


Únicos jogadores com experiência olímpica no elenco dos Estados Unidos, Kevin Durant e Carmelo Anthony somaram 14 e 16 pontos, respectivamente. Paul George foi o cestinha do jogo com 20. Do outro lado, John Cox, primo de Kobe Bryant, marcou 19, e o grandalhão Echenique chegou a 18, além de sete rebotes, para a Venezuela, que ainda sonha conseguir a classificação para as quartas de final e terá pela frente a China, quarta-feira, às 22h30 (de Brasília).

Para o jogo ser equilibrado no primeiro quarto, coisas estranhas precisaram acontecer. Kevin Durant marcou os dois pontos de abertura do jogo, mas errou um lance-livre de bonificação, algo raro em sua carreira. A Venezuela mostrou consciência de jogo, valorizou sua posse de bola e impediu contra-ataques que dessem ritmo aos americanos, equilibrando também a briga nos rebotes. Assim, controlou o placar e chegou a liderá-lo em duas oportunidades (11 x 10 e 16 x 15). Com dois lances-livres de Gregory Vargas a dois segundos do fim do período, garantiu o empate em 18 a 18, em uma improvável atuação que arrancou aplausos dos torcedores no ginásio.

A Venezuela ainda conseguiu manter o jogo equilibrado por mais tempo. Segurou os americanos até metade do segundo quarto e viu Klay Thompson tentar uma bola de três que sequer tocou no aro, incrível tratando-se do parceiro de Stephen Curry no Golden State Warriors, em uma dupla conhecida como "Splash Brothers", justamente pela precisão nos arremessos. No entanto, depois de Durant converter seus dois primeiros lances-livres no jogo, faltando 4m56s, a situação virou. os Estados Unidos conseguiram uma parcial de 21 a 2, abriram vantagem e fecharam em 48 a 26.

Ainda havia motivos para a Venezuela sentir orgulho de sua atuação. O time levou menos de 50 pontos nos dois primeiros quartos contra os melhores do mundo e mudou completamente de atitude em relação ao que apresentou na estreia contra a Sérvia. No terceiro, mantiveram seu ritmo, não se incomodaram com a diferença. Os americanos sequer conseguiram abrir muito mais e terminaram o período vencendo por 75 a 51, com a torcida despertando apenas em uma tradicional "ola" diante de um jogo resolvido.

O último quarto foi apenas uma contagem regressiva para a confirmação da vitória dos Estados Unidos. Eles aproveitaram para fazer algumas bonitas jogadas, especialmente uma enterrada de Paul George, e dar a resposta ao público presente no ginásio. Com uma marcação ainda forte, mesmo com uma grande vantagem, chegaram aos tradicionais 40 pontos de diferença e fecharam o confronto em 113 a 69.

Globo Esporte

Amigos brilham, Brasil "afoga" Japão no polo e se aproxima de vaga inédita

Dois jogos, duas vitórias, e o objetivo da inédita classificação para as quartas de final da Olimpíada do Rio de Janeiro está bem próximo de ser concluído. Com ótima atuação de dois grandes amigos, o capitão Felipe Perrone e o croata Josip Vrlic, e apoio incondicional da empolgada torcida, a seleção brasileira masculina de polo aquático atropelou o Japão e venceu por 16 a 8, nesta segunda-feira à noite, no Maria Lenk. Na primeira rodada, o Brasil tinha ganhado da Austrália, superando assim os dois adversários considerados concorrentes diretos a uma vaga na próxima fase.

Na próxima quarta-feira, às 19h30, o time comandado pelo consagrado técnico croata Ratko Rudic vai enfrentar a Sérvia, forte candidata ao pódio. Na sequência, pegará Grécia e Hungria, time que também são candidatos a avançar às quartas. Mesmo que o Brasil seja derrotado nas três próximas rodadas, ainda tem boas chances de se classificar em quarto lugar do grupo A. Depois disso, o sonho de beliscar uma história medalha olímpica segue vivo.

Para chegar a esta situação confortável, a seleção contou com a afinada parceria na piscina de Perrone e Vrlic, que marcaram quatro e cinco gols, respectivamente, nesta segunda. A amizade dos dois começou quando jogaram juntos no Barceloneta, da Espanha, hoje ambos atuam no Jug Dubrovnik, da Croácia, e Perrone foi o responsável por trazer Vrlic para atuar no Brasil. No projeto da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) para a Rio 2016, Perrone, que antes defendia a seleção espanhola, aceitou retornar ao país se um time forte fosse montado, e isso inclui a naturalização do amigo croata.

O jogo

A animada torcida brasileira tomou um susto nos primeiros minutos, quando Shiga e Arai fizeram 2 a 0 para o Japão. Mas a preocupação não durou muito tempo. Demonstrando frieza, mais força física e pontaria certeira no ataque, o Brasil fez 5 a 2 ainda no primeiro quarto, com dois gols do croata Josip Vrlic, de Bernardo Gomes, do aniversariante do dia Paulo Salemi e do capitão Felipe Perrone.

Os japoneses bem que tentaram reagir, mas quando conseguiam ir à frente, tinha dificuldades para arremessar com liberdade e ainda paravam nas boas defesas do goleiro sérvio Solobodan Soro. Enquanto isso, Perrone fez mais dois, Ádria Delgado outro e Takei descontou. No intervalo, o placar já marcava 8 a 3.

A boa vantagem brasileira fez os torcedores cantarem mais relaxados nas arquibancadas daí em diante. Dentro da água, Perrone e Vrlic mostraram autoridade e comprovaram que são fundamentais para a evolução do Brasil na modalidade nos últimos anos. Quando o Japão conseguia balançar as redes, o poder ofensivo verde e amarelo dava o troco e fazia a distância aumentar cada vez mais. No fim, vitória com diferença de oito gols, e placar considerável de 16 a 8.

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Última e muito feliz: menina de 14 anos mergulha para a história de Gana

Kaya não teve pressa para sair da água. Ao tocar a borda pela última das três vezes, o cronômetro apontava: 10s52 a mais que a vencedora da primeira (e mais fraca) das seis baterias dos 200m livre da Rio 2016. Quase meia piscina de diferença. A menina magrinha, então, tirou os óculos, espremeu os olhos para avistar o placar e molhou a cabeça. Quando levantou o rosto, estava sorrindo. Era o fim de sua histórica participação olímpica. Kaya Forson, 14 anos, é a primeira nadadora de Gana, país de seus avós. Ficou na 42ª colocação. O tempo de 2m16s02 foi 21 segundos maior que o da americana Katie Ledecky, líder da eliminatória.
Última e extremamente feliz.

O sorriso continuou por toda a área de chão azul que leva os atletas até a zona de entrevistas. Ao virar à esquerda, ela até se surpreendeu. Sorriu para os repórteres. Ombro meio encolhido, segurando uma toalha com um dos braços.

- Foi incrível. Disputar a Olimpíada é uma oportunidade única na minha vida de um atleta. Estou muito feliz de estar aqui - diz.


Kaya nasceu no Canadá, assim como seus pais, mas há dois anos mora na Espanha. Poderia representar o mundo. Os avós maternos são irlandeses e escoceses; os paternos, ganeses. Aos 12 anos, decidiu competir por Gana. Disputou o Mundial e, por ser a melhor nadadora do país, ganhou automaticamente a vaga olímpica.

Nadar, para ela, é tão natural quanto andar. Ou sorrir. Foi praticamente jogada na água pelo pai quando tinha 3 anos de idade. Ele, nesta segunda-feira, estava na arquibancada, tirando fotos. A mãe e a irmã ficaram no Canadá. Zara, de 10 anos, também nada.

- Espero nadar junto com minha irmã em Tóquio 2020. Será incrível.

A pequena Kaya já esteve em Gana duas vezes. Na primeira, era bebê – os pais ficaram quatro meses por lá. Depois, já adolescente, conheceu primos, tios. Na Vila Olímpica, ganhou outra família. Dançou com os ganeses durante a cerimônia de hasteamento da bandeira.

- Adoro a cultura de Gana, eles são muito amáveis. Não tinham nenhuma nadadora, então estão me apoiando muito. Foram como uma família para mim.


Ah, a Vila. Kaya já encontrou um bocado de atleta famoso por lá. Fica atenta para ver se terá a chance de tirar uma foto com...

- Michael Phelps, meu ídolo. Eu já o vi, foi incrível, mas não tirei foto, porque não o vi tão de perto. Isso me inspira muito.

Phelps competiu um pouco depois dela. É a última competição olímpica dele. Não estará em Tóquio 2020. Kaya tem quatro anos para, quem sabe, se tornar uma nadadora competitiva.

Completou os 200m em 2m16s02. Na primeira virada, a diferença já era de um corpo. Na segunda, três corpos. E foi aumentando, aumentando...Matelita Buadromo, das Ilhas Fiji, venceu a bateria (2m05s49). Shivani Shivani, da Índia, bateu logo atrás (2m09s30).

A melhor da eliminatória foi a americana Katie Ledecky, com 1m55s01. Federica Pellergrini, italiana que detém o recorde mundial (1m52s98, de 2009) marcou 1m56s37 no Rio.


Queria, claro, ter feito um tempo melhor. Mas não está preocupada com isso. Na verdade, Kaya nem sabe se a natação será prioridade na sua vida. Ela também luta taekwondo, joga tênis e pratica atletismo na escola.

- Talvez vocês me vejam em outro esporte em outro esporte em Tóquio 2020.

Talvez, Kaya. Sorrindo de novo.


Globo Esporte

Entre os grandes: apesar de falhas no solo, time do Brasil leva inédito 6º lugar

Por anos era um sonho ver uma equipe masculina do Brasil na Olimpíada. Imagina. Na ginástica artística? Um esporte dominado por russos, americanos, japoneses, chineses... Bem, chegou a hora de novos sonhos. O time não só conquistou a vaga nos Jogos do Rio de Janeiro como também consolidou sua posição entre os grandes nesta segunda-feira. Arthur Zanetti, Arthur Nory, Diego Hypolito, Francisco Barretto e Sergio Sasaki encantaram a Arena Olímpica na final por equipes em mais uma tarde mágica, de voos fascinantes, de vibração, de garra. O pódio não veio, e nem estava ao alcance ainda, mas a inédita sexta colocação foi celebrada, mesmo com falhas no solo. Potências da ginástica, atenção! O Brasil chegou, e é para ficar!

É claro que a festa foi do Japão, que retomou o posto de melhor equipe da Olimpíada com um ouro que não vinha desde os Jogos de Atenas 2004. Alegria para a Rússia, que volta ao pódio com a prata depois três edições ausente. Os antigos bicampeões chineses não vibraram muito com o bronze.

Mas os brasileiros têm motivo para se orgulharem. Para entender o tamanho do feito, basta saber que a sexta colocação nunca foi alcançada em Olimpíada nem mesmo pelo time feminino, nem mesmo por uma equipe com Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Daniele Hypolito e Lais Souza, que ficaram em oitavo nos Jogos de Pequim 2008.

Certamente o Brasil poderia ter chegado um pouco mais perto do pódio se não tivesse falhado no solo, com duas quedas de Sérgio Sasaki. Erros, porém, são normais na ginástica. Até os campeões japoneses não passaram ilesos. Por isso a comemoração com a sexta colocação, que nem era esperada para um grupo que sempre declarou a estratégia de focar em finais individuais na Rio 2016. Todos eles, aliás, estão classificados para pelo menos uma decisão. Sasaki e Nory disputam a final do individual geral na quarta-feira. Diego e Nory competem no solo no domingo. Na próxima segunda-feira, Zanetti tenta o bi olímpico das argolas. Chico fecha a participação brasileira nos Jogos no dia 16 de agosto, na decisão da barra fixa.

1ª rotação

Se na classificatória a Arena Olímpica ainda não estava cheia quando Zanetti se apresentou nas argolas - houve problema de acesso ao Parque Olímpico -, desta vez o campeão olímpico teve casa cheia, pôde sentir o calor da torcida. Ele novamente puxou o desempenho do Brasil no aparelho, repetiu a série da classificatória, com menor dificuldade, e somou 15,566. Chico e Sasaki também melhoraram seus resultados em relação ao primeiro dia, e o Brasil conseguiu 44,332 pontos.

O telão mostrava: o Brasil só estava atrás de Rússia e Alemanha. Os favoritos China, Japão e Estados Unidos sofreram quedas na primeira rotação. Nascia o sonho de uma medalha para o time.

2ª rotação

Para chegar ao sonhado pódio era preciso voar alto. Assim fizeram os brasileiros no salto. Diego, Nory e Sasaki repetiram o bom desempenho da classificatória. Os pequenos passos nas aterrissagens não tiraram o sorriso de satisfação no rosto dos brasileiros. Com 45,032 pontos no salto, o time da casa viu a Grã-Bretanha o ultrapassar, mas apenas a Rússia havia aberto vantagem na liderança. China e Japão continuavam atrás.

3ª rotação

O ritmo acelerado dos gritos da torcida empurrou os brasileiros nas barras paralelas. Chico teve alguns desequilíbrios no aparelho, mas fechou bem e tirou os mesmos 14,700 de Nory. Sasaki voou alto e cravou tudo. A nota 15,133 puxou o somatório do Brasil (44,533), que manteve a quarta colocação. O Japão, atual campeão mundial, reagiu liderado por saltos quase perfeitos de Kenzo Shirai e Kohei Uchimura e assumiu a segunda posição, atrás dos russos. Os alemães, porém, sofreram uma queda na barra fixa e foram ultrapassados pelos anfitriões da Rio 2016.

4ª rotação

A vibração tomava conta dos ginastas brasileiros àquela altura. Para um pódio, ainda era preciso contar com erros de rivais favoritos, mas estar entre os grandes, entre as potências, isso só dependia deles. A comemoração era grande a cada série completa na barra fixa. Nory, quarto no Mundial de 2015, acertou o movimento que errou na classificatória (14,933). Chico, que vai disputar a final da barra na Rio 2016, mais uma voou alto em largadas e retomadas incríveis (15,166). Sasaki também foi muito bem, mas os árbitros acharam que não foi tão preciso. A nota 14,566 foi muito vaiada na Arena Olímpica, que pedia mais pontos para o brasileiro.

Com 44,665 pontos no aparelho, o Brasil manteve o quarto posto. Russos e Japoneses já se colocavam em uma disputa à parte pelo ouro. O bronze, porém, ainda estava ao alcance. Com britânicos na frente no páreo pelo pódio.

5ª rotação

O solo era o aparelho mais importante para o Brasil naquele momento, o que a equipe conseguiu a melhor pontuação na classificatória. Só que enquanto chineses e americanos voaram nas barras paralelas, Sasaki caiu. Duas vezes. A nota 12,100 acabou com qualquer chance de pódio, que já dependia de falhas dos rivais. Um balde de água fria? Talvez para torcedores empolgados. Para a equipe, o objetivo ainda era uma inédita posição. Nory, finalista do aparelho na Rio 2016, acabou pisando fora do tablado (14,500). Diego Hypolito, outro que está na final do solo, foi aclamado pela Arena Olímpica. Ele fez uma boa série, mas a nota 15,133 ficou abaixo dos 15,500 da classificatória. Com 41,733 pontos, os brasileiros foram ultrapassados por americanos e chineses. Só restava manter o sexto posto.

6ª rotação

As falhas no solo diminuíram a empolgação dos brasileiros, mas ainda havia um aparelho para fechar a competição: o temido cavalo com alças. Antigo Calcanhar de Aquiles, mais uma vez o cavalo foi domado por Sasaki, Nory e Chico. Os 43,433 pontos garantiram a sexta e inédita colocação, com um total de 263,728 pontos.

Globo Esporte

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