A primeira manhã após o início da nova paralisação de rodoviários dissidentes do Sindicato de Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb) do Rio teve mais de 75 ônibus depredados e 7 pessoas presas, todas ligadas aos grevistas, segundo informaram a polícia e concessionárias nesta terça-feira (13). Embora as autoridades tenham registrado violência e movimento menores que os da paralisação da última quinta-feira (8), o carioca enfrentou abuso nos preços do transporte alternativo e acusações de ameaças de grevistas armados a rodoviários que trabalharam.
Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, no inicio da manhã, apenas 10% da frota de ônibus do Rio estavam nas ruas. De acordo com o Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio), 8 mil ônibus ficaram sem circular. No início da manhã, os pontos ficaram cheios na Central do Brasil, no Centro; e em vários pontos da Zona Oeste, como Rio das Pedras. A Prefeitura prometeu apurar casos em que a alta aconteceu em veículos credenciados.
Outros lugares, onde pontos costumam ficar cheios, como o Largo do Machado, na Zona Sul, estavam vazios de ônibus e passageiros no início da manhã. A Prefeitura admitiu que o fluxo de carros foi maior do que o normal, mas não tinha um levantamento com números sobre o assunto. O carioca ainda enfrentou o abuso de motoristas do transporte alternativo: alguns cobravam até R$ 10, na Zona Oeste, pela passagem.
Os detidos estavam em duas ocorrências. Na Zona Norte, dois funcionários da empresa São Silvestre foram detidos após quebrarem a chave na ignição de um ônibus da mesma companhia na Avenida Brasil, altura da Penha, na pista lateral, sentido Centro. O ônibus foi retirado do local e levado para a delegacia.
Outros cinco homens foram presos às 8h30 após tentativa de depredar um ônibus do BRT, como informou a concessionária às 10h. O caso aconteceu na Estação Pingo d'água, em Guaratiba, na Zona Oeste. Policiais do 27º BPM prenderam os suspeitos, que estavam em um carro. Eles seriam rodoviários, de acordo com a concessionária, e teriam atirado pedras no veículo.
Paralisação de 24 horas Começou à 0h desta terça-feira (13) a nova paralisação de rodoviários dissidentes do Sindicato de Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb). A paralisação vai durar 48 horas. Na última semana, no dia 8 de maio, o grupo havia comandado a paralisação de advertência de 24 horas no município do Rio.
A decisão foi tomada após uma audiência que terminou sem acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) na segunda (12), com representantes dos grevistas, do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio (Sintraturb-Rio) e do Rio Ônibus. Após decidir pela paralisação, o grupo rodoviários dissidentes saiu em passeata pelo Centro da cidade, causando interdições de vias.
Segundo o TRT-RJ, o processo segue o trâmite normal e o sindicato dos rodoviários tem até cinco dias para preparar uma defesa. Em seguida, o patronal tem o mesmo prazo para também apresentar sua posição. Somente depois disso, o Ministério Público do Trabalho apresenta um parecer para a marcação do julgamento.
O Rio Ônibus considera o movimento abusivo e ilegal por estar sendo organizado por um grupo de rodoviários que não tem legitimidade nem representatividade legal da categoria. “Mais uma vez o ato anunciado não respeita os princípios e requisitos da lei de greve, que prevê o aviso da paralisação com 72 horas de antecedência e a sua votação por uma assembleia oficial do sindicato que representa os profissionais”, diz a nota.
Ação no TRT Na manhã desta terça (13), o Rio Ônibus informou que iria entrar nesta manhã com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) contra a greve dos rodoviários. O sindicato quer que a Justiça considere a paralisação ilegal e abusiva.
Anteriormente, às 5h30, a entidade havia informado que a Justiça do Rio, por meio de uma decisão tomada pelo plantão judiciário, havia considerado ilegal o movimento grevista. No entanto, em uma nova nota, o Rio Ônibus informou que a decisão da juíza Andréia Florêncio Berto estabelece que quatro líderes do movimento — identificados como Hélio Alfredo Teodoro, Maura Lúcia Gonçalves, Luís Claudio da Rocha Silva e Luiz Fernando Mariano — são obrigados a se abster de "promover, participar, incitar greve e praticar atos que impeçam o bom, adequado e contínuo funcionamento do serviço de transporte público, bem como mantenham distância das garagens das empresas consorciadas filiadas ao sindicato (Rio Ônibus)". A questão da ilegalidade da greve, porém, não foi citada.
G1






0 comentários:
Postar um comentário
Não fale palavrões,respeite o proximo
Evite demasiados erros de ortografia e digitação.
Não utilize o texto todo em letras maiúsculas.
Releia o seu comentário antes de enviá-lo.