O motorista da picape que atropelou cinco jovens na manhã desta segunda-feira (12), na Avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, foi preso por homicídio doloso, quando há intenção de matar. As vítimas foram atingidas enquanto empurravam um veículo em pane para o acostamento. Um casal de jovens morreu na hora e outros três rapazes, irmãos do homem morto, tiveram ferimento leves. Segundo a polícia, o motorista do acidente que causou o acidente estava embriagado.
De acordo com a polícia, o condutor foi encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) logo após o acidente. Ele prestou depoimento, foi preso e deverá responder por homicídio doloso, lesão corporal, embriaguez ao volante e condução de veículo sob efeito de bebida alcoólica.
Devido à gravidade do acidente, o motorista foi enquadrado no Código Penal. Caso respondesse apenas pela legislação do Código de Trânsito, o motorista poderia pagar fiança e ser liberado. Ele deve ser encaminhado para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, ainda nesta segunda.
Vítimas eram irmãos Em entrevista ao G1 no hospital, um dos sobreviventes do acidente pediu justiça. "Só percebi o que havia acontecido quando eu caí de cara no chão. Ainda estou em choque pela maneira como tudo aconteceu. Ficamos sabendo por outras pessoas que o motorista dirigia como um louco. Queremos que ele seja punido", disse Rodrigo Oliveira.
Rodrigo era irmão de José Henrique de Oliveira Rodrigues, de 18 anos, morto no acidente. A vítima morava em Belém, e estava em Manaus com a família há duas semanas. A namorada de José Henrique, Keyllene Nogueira, 27, também morreu na hora. Os outros dois irmãos, Johnny Lemos, de 24 anos, e Wesley Tavares da Silva, 18, ficaram feridos, foram encaminhados a hospitais, e receberam alta no fim da manhã.
No Instituto Médico Legal (IML), enquanto aguardava a liberação do corpo do filho, o pai dos quatro jovens pediu apuração da Polícia Civil sobre o acidente. "Não tenho mágoa do motorista. É uma fatalidade, e poderia acontecer com qualquer um, mas quero que as providências sejam tomadas. Tem que ser apurado se estava bêbado", disse o autônomo José Edivaldo Rodrigues, de 49 anos.
G1





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