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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Passarela que caiu no Rio terá que ser cortada com maçarico

A passarela que foi derrubada por uma carreta  na altura de Pilares, no Subúrbio do Rio, na manhã desta terça-feira (28), matando quatro pessoas e deixando cinco pessoas feridas, vai ter que ser cortada cortada com um maçarico. “Essa passarela vai ter que ser fatiada porque ela é uma peça única, inteira, muito pesada, com muitas toneladas”, explicou Pedro Junqueira, Chefe Executivo do Centro de Operações da Prefeitura do Rio.

A colisão ocorreu na Linha Amarela, entre 9h e 9h30, segundo funcionários da Lamsa, concessionária que administra a via.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, homens do quartel do Méier estavam no local e um helicóptero da corporação também estava envolvido no resgate durante a manhã desta terça.

O motorista da carreta, identificado como Luis Fernando da Costa, foi levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Segundo informações do RJTV, o estado de saúde dele é bom.

Outros feridos foram levados para os hospitais Federal de Bonsucesso, Salgado Filho, no Méier, e Alberto Torres, em São Gonçalo. A vítima internada no Salgado Filho foi identificada como Luis Carlos Guimarães. Ele estava no banco traseiro do Palio esmagado e teve traumatismo craniano.

Duas vítimas fatais foram identificadas como Adriano Fontes de Oliveira, 19 anos e Celia Maria, 64. Eles estavam atravessando a passarela que liga duas comunidades às margens da via expressa.

Segunda a concessionária Lamsa, o veículo, maior que 4,5 metros, limite de altura naquele trecho, arrastou a passarela de metal e a derrubou sobre carros, que foram esmagados.

Uma pessoa caiu dentro do córrego que divide a via e foi auxiliada por pessoas que estavam no local. Não há informações sobre a gravidade dos ferimentos. Em entrevista à rádio CBN, o chefe executivo do Centro de Operações Rio, Pedro Junqueira, falou sobre muitas vítimas no local e pediu para evitar a Linha Amarela.

Os motoristas devem preferir o Alto da Boa Vista e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que tinham boas condições em ambos os sentidos. A Avenida Brasil e a Linha Vermelha também são opções. Não há previsão para liberação da Linha Amarela. Por volta das 11h45, o caso era registrado na 44ª DP (Inhaúma).

Carreta não poderia trafegar no local
De acordo com a Prefeitura do Rio, no horário em que aconteceu o acidente, não é permitido o tráfego de caminhões e carretas na via expressa.

“A gente ainda não sabe as razões, em geral, esse caminhão tem altura tranquila para passar, parece que a caçamba estava levantada, mas trafegar nesse horário é proibido. Estamos levantando isso, pra apurar as razoes dessa tragédia”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, que acompanha a situação do acidente no Centro de Operações Rio.

Logotipo da prefeitura
O chefe-executivo do Centro de Operações Rio, Pedro Junqueira, confirmou que a carreta da empresa Arco da Aliança era credenciada pela Prefeitura do Rio para realizar a retirada de entulhos particulares, mas não prestava serviço para o município. O veículo tinha um adesivo com o logotipo da prefeitura. No entanto, de acordo com o secretário de Conservação Marcos Belchior, a carreta não poderia estar usando o adesivo com a logo.

De acordo com o prefeito, a prioridade é o resgate das vítimas e a liberação da Linha Amarela.

“Nossa prioridade é o trabalho dos bombeiros pra levar as vítimas pra rede pública de saúde. Todos os acessos da Linha Amarela estão completamente fechados, a gente pede que usem vias alternativas, a gente está priorizando atendimento às vítimas, já tem máquinas da Prefeitura indo para o local e assim que possível liberar a via”, disse.

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