A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a queda de uma passarela sobre três veículos na Linha Amarela, que deixou pelo menos quatro mortos e cinco feridos, na manhã desta terça-feira (28). O motorista do caminhão cuja caçamba atingiu a passarela, Luís Fernando da Costa, de 30 anos, foi ouvido pelo delegado responsável pela 44ª DP (Inhaúma), Fábio Asty.
Além disso, testemunhas foram chamadas a depor e câmeras do circuito de segurança da via expressa foram solicitadas à concessionária. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) realizam perícia no local.
Acidente A carreta derrubou uma passarela e fechou a via expressa em ambos os sentidos. A colisão ocorreu na altura de Pilares, no Subúrbio, entre 9h e 9h30, horário em que é proibida a circulação de caminhões na via, segundo a concessionária Lamsa. Ainda de acordo com a concessionária, o veículo, maior que 4,5 metros, limite de altura naquele trecho, arrastou a passarela de metal e a derrubou sobre carros, que foram esmagados. Segundo testemunhas, a caçamba da carreta estava aberta no momento da colisão.
A corporação identificou os mortos no acidente como Adriano Fontes de Oliveira, 26 anos, Célia Maria, 64, Renato Soares, 62 anos e Alexandre Almeida, que ainda não teve a idade divulgada. Célia e Adriano estavam atravessando a passarela que liga duas comunidades às margens da via expressa, no momento do impacto.
Glaucia Pereira Andrade, de 56 anos, deu entrada no Hospital Estadual Alberto Torres, levada por helicóptero do Corpo de Bombeiros, com fratura no joelho. Ela passou por uma tomografia e uma ultrassonografia, que constataram as lesões. Ela está no centro cirúrgico para sutura.
Foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge o motorista do caminhão, identificado como Luis Fernando Costa, de 30 anos, que não sofreu fraturas. Ele está lúcido e passando por tomografia de tórax, abdômen e pelve.
Um homem, identificado como Jairo Zenaide, de 44 anos, sofreu acúmulo de ar entre o pulmão e membrana que reveste a parede interna do tórax, uma fratura exposta no braço, fratura na coluna e traumatismo craniano. Passa por procedimento de drenagem. Está em estado grave, porém lúcido.
Outro homem foi levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, com traumatismo craniano grave e edema cerebral. Luiz Carlos Guimarães, de 60 anos, está em coma, respirando por meio de aparelhos.
Uma mulher, identificada como Liliane de Souza Rangel, de 33 anos, foi levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, com ferimentos leves. Ela tem estado de saúde estável e passa por avaliação.
“A gente ainda não sabe as razões, em geral, esse caminhão tem altura tranquila para passar, parece que a caçamba estava levantada, mas trafegar nesse horário é proibido. Estamos levantando isso, pra apurar as razoes dessa tragédia”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, que acompanha a situação do acidente no Centro de Operações Rio.
Logotipo da prefeitura O chefe-executivo do Centro de Operações Rio, Pedro Junqueira, confirmou que a carreta da empresa Arco da Aliança era credenciada pela Prefeitura do Rio para realizar a retirada de entulhos particulares, mas não prestava serviço para o município. O veículo tinha um adesivo com o logotipo da prefeitura. No entanto, de acordo com o secretário de Conservação Marcos Belchior, a carreta não poderia estar usando o adesivo com a logo.
Procurada pelo G1, a empresa Arco da Aliança não quis se pronunciar sobre o acidente.
De acordo com o prefeito, a prioridade é o resgate das vítimas e a liberação da Linha Amarela. “Nossa prioridade é o trabalho dos bombeiros pra levar as vítimas pra rede pública de saúde. Todos os acessos da Linha Amarela estão completamente fechados, a gente pede que usem vias alternativas, a gente está priorizando atendimento às vítimas, já tem máquinas da Prefeitura indo para o local e assim que possível liberar a via”, disse.
G1





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