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Jefferson Relampago Tv
Meu Pedacinho de Chão está ainda na
primeira semana e, com um formato totalmente novo na telinha, exaltando o lado lúdico, a trama de Benedito Ruy
Barbosa não pretende polemizar. Mas o autor – que em 1971, quando exibiu a
trama pela primeira vez, revolucionou a TV Cultura, de São Paulo – promete dar
seu recado de forma singela e subliminar.
Em conversa com a reportagem de O Fuxico,
Benedito Rui Barbosa disse que tem uma responsabilidade grande com o
público.
"É muito fajuta essa audiência tão
falada e tão temida... Audiência é um problema da emissora, não é nosso. Em
1971, pra falar de educação, eu tive que disfarçar, inseri o Mobral (Movimento
Brasileiro de Alfabetização, projeto do governo criado
e mantido pelo regime militar, destinado à jovens e adultos). Só que agora eu
não tenho que me preocupar com a censura e vou poder falar mais abertamente não
apenas de educação, mas de saúde e política. Não escrevo cena de beijo gay.
Tenho responsabilidade com o público que assiste novela. No interior, as pessoas
não aprovam isso. Não estou dizendo que é certo ou errado, mas não
é o tipo de coisa que eu concorde, disse ele.
Benedito ressaltou ainda que sente
falta de conteúdo político e de histórias de amor, nos
folhetins.
"Entreguei uma sinopse para o horário das nove,
mas as novelas que a Globo tem aprovado não são as que eu sei e gosto de fazer.
Novela nenhuma mais me pega. Começo a assistir a dos amigos, mas depois
abandono, disparou.
O autor fez ainda uma ressalva: não se trata de
remake.
“Essa novela só tem em comum com a outra os
nomes dos personagens", avisou.
O Fuxico
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