O porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, afirmou em entrevista à GloboNews que o cenário de violência encontrado pela corporação na manhã desta terça-feira (2) no Rio “não é comum em nenhum país do mundo”. De acordo com informações da PM, oito ônibus e um caminhão foram incendiados, 17 fuzis foram apreendidos e 26 pessoas presas.
“Não posso dizer que a missão é fácil, a missão é muito complexa. Estamos verificando algo que não é natural. Foi uma ocorrência com 17 fuzis apreendidos, isso não é comum em nenhum país do mundo. É uma cidade que teoricamente não está em guerra, mas estamos atuando sim”, afirmou Blaz.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram encaminhadas para o local para tentar conter as chamas. Devido aos ataques, motoristas tentaram voltar na contramão e passageiros de outros coletivos que passavam na região ficaram em pânico. Algumas ruas do bairro ficaram sem luz.
Os ataques seriam reflexo de um confronto na Comunidade Cidade Alta, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, desde as primeiras horas desta terça (2). De acordo com a PM, a Cidade Alta foi alvo de uma invasão por traficantes de uma comunidade rival e a polícia realiza uma operação na comunidade.
“Tivemos uma tentativa de ataque de uma facção rival a facção que opera na Cidade Alta, tivemos um grupo invasor nesta região. A polícia foi demandada por conta de solicitação de moradores, para que pudéssemos garantir segurança e estabilizar o terreno. Uma vez encurralados, os criminosos acionaram forças auxiliares, moradores de outras comunidades, para que promovessem atos de baderna e terror. Por conta disso, estamos vendo ônibus incendiado em Duque de Caxias, na comunidade da Maré e outras comunidades ao longo da Avenida Brasil. Isso é uma tentativa de dispersar o policiamento para que o grupo criminosos encurralado na Cidade Alta possam sair”, afirmou o porta-voz da PM.
G1
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